Alegria, suor e lágrimas

O XIII Festival EncontrArte acabou nos palcos, mas se eternizou em nossos corações

Por: Wesley Brasil
wesleybrasil@gmail.com

Nossa mascote se tornou o símbolo do Festival. Foto: Paulo Cesar Rega.

Nossa mascote se tornou o símbolo do Festival. Foto: Paulo Cesar Rega.

É meio clichê terminar um festival como este e falar que foi lindo. É chover no molhado ao tentar raciocinar como foi maravilhoso, e tantas outras coisas que a gente sempre lê por aí, depois do êxtase desse tipo de momento. Então peço ao leitor, que acompanha o Festival de verdade, alguns minutos pra olhar as coisas de outro ângulo.

Somos um grupo de criativos com diferentes credos, raças, orientações sexuais e times de futebol. Esse montão de diferenças nos torna uma belíssima família.

Pra começo de conversa, a nossa Grande Família teve até o Lineu original. A presença do Nanini era um sinal do que aconteceria nos dias seguintes: a construção de uma família muito unida, com personagens diversos, com belos dramas e muita, mas muita comédia.

Crianças, jovens, palhaços, e a nossa estrela servindo até pra turminha se ajeitar melhor: queremos levar a arte para todos, de todas as maneiras.

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2014 teve um gosto especial

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para absolutamente todo mundo. Para uns, trouxe novas funções. Para outros, mais responsabilidades. Para todos, novos aprendizados. Se o palco (e a rua) ensinou lindas lições, os humanos que contribuíram para este Festival não ficaram para trás. Sofremos juntos. Comemoramos juntos. Alegria Ver aquele monte de crianças nas praças deu uma felicidade sem igual. No encerramento, o secretário de governo de Nova Iguaçu disse que o Festival cumpre um papel fundamental em levar o teatro para as pessoas. E essa é nossa alegria: contribuir para a transformação da sociedade através da arte. Colhemos sorrisos em plantações de lágrimas. Os bairros do interior de Nova Iguaçu ainda estão longe daquela cidade linda que vislumbramos, lá no início do Festival. Levamos uma gotinha de cor para lugares empoeirados, erguidos por gente que vive do suor de seu árduo trabalho. Choramos sim! Choramos ao sentir na pele como a nossa cidade, tão linda, ainda precisa de muito amor – não só dos governos, claro, mas de todos nós.

O que nós, enquanto operários da indústria criativa, estamos fazendo por Nova Iguaçu?

Suor Uma ralação de meses antes do Festival culminou em ainda mais suor na reta final. Ao time do escritório uniu-se o time de produtores, bailarinos, atores, músicos, costureiras… Gente criativa que usa todo tipo de material para expressar sua arte. A satisfação de gerar tantos empregos, mesmo que temporários, é imensa.

Até nosso material gráfico virou arte de rua.

Até nosso material gráfico virou arte de rua.

Transpiramos sob o sol quente de Miguel Couto. Misturamos suor com água de chuva no Jardim Tropical. Lavamos a alma na porta do Complexo Cultural. Tanto trabalho tem uma data de validade no mundo físico, mas que Arteiro nos ensinou que vale a pena. Ele veio de outro mundo para nos contar que é possível, com muito suor, construir um lugar que nos dê orgulho de viver. Lágrimas Durante onze dias pudemos refletir sobre essa coisa toda de diversidade, de caminhos da vida, de trabalhar em grupo… Como diz o Tiago Costa: “ai gente, muita informação”… E é sim. Porque mal pudemos abraçar alguns pela primeira vez, e lá vamos nós termos que dar aquele abraço bonito de despedida. Alguns dos membros da nossa família só podem estar conosco na época do Festival. Muitos amigos do público só conseguem esse tempo quando há espetáculos. A festa de encerramento foi nossa explosão de alegria por entregar para Nova Iguaçu mais uma edição do festival. Foi muito suor derramado para montar tudo aquilo. Foi um rio de lágrimas de despedida, de felicidade, de pura comemoração. Coração apertado, hora de dar tchau. 2015 está chegando. Já estamos contando os minutos para o XIV EncontrArte. Já vamos começar a discutir o tema, pensar no edital, aprender com os erros, repetir os acertos, arriscar com ideias novas… Até lá, continuaremos muito alegres. Vamos suar um bocado para merecer reunir essa família mais uma vez. E derramar muitas lágrimas no reencontro. Até 2015! Um abraço de toda a produção do Festival.

1 Comentários

  1. 29 de setembro de 2014
    Claudina Oliveira

    Mais uma vez você conseguiu apreender um tantão de coisas que a gente vive segundo a segundo mas não tempos tempo de verbalizar ou colocar no papel. Possa esse olhar sensível e criativo se renovar com todas as possibilidades que acreditamos ser capazes de concretizar nos próximos trabalhos. É muito bom encontrar-te. Viva o Teatro! Isso é EncontrArte Teatro. Evoé!

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