Entrevista com Claudina Oliveira

Por: rodrigo
rodrigo@agenciasaliva.com.br

   Muito amor ao teatro e à baixada fluminense, essa é Claudina Nunes que é atriz e também produtora do EncontrArte. Conheça um pouco dessa figura importantíssima para as artes na baixada fluminense. Conseguimos parar com ela alguns minutos durante o corre corre da produção do festival para essa entrevista.

Fale um pouco da sua função no EncontrArte.

Claudina Oliveira: Atualmente na produção do EncontrArte, estamos em 4 pessoas. Eu, Fábio Mateus, Mário Marcelo e Tiago Costa. Esse ano por causa da incubação nós dividimos as funções de acordo com a habilidade de cada um. Eu cuido da parte de administração, organização do escritório e parte interna e burocrática.

 

Como funcionou a ação de vocês junto a incubadora Rio Criativo?

Claudina: Essa história de incubação é uma novidade pra mim. A gente teve que fazer um curso para participar. Tivermos consultorias, a primeira delas foi com Alfredo Laufer que abriu nossa visão. Ele enxergou nossas potencialidades e vimos que poderíamos ir muito longe. Pra gente foi algo maravilhoso. Tá no começo, mas tá sendo ótimo.

E como começou o EncontrArte?

Claudina: O EncontrArte nasceu do desejo de dar acessibilidade aos grupos de teatro da região, que eram muitos. E que não tinham acesso aos poucos equipamentos culturais que tinham na região. A baixada tem poucos teatros, uma média de 7 teatros com condições adequadas para receber um espetáculo, e aproximadamente 4 milhões de habitantes. A Gávea que é um bairro com uma média de 60 mil habitantes tem 6 teatros. Então é um absurdo. Outro dado, esse vem do SATED RJ, a baixada fluminense é a região que concentra o maior número de artistas e técnicos sindicalizados. Ou seja, somos uma mão de obra pro Rio de Janeiro. O EncontrArte vem disso, de dar suporte para os companhias da região. E nos poucos equipamentos que tínhamos só se recebia grupos de fora e os daqui não eram respeitados.

Quando começamos os grupos da região se organizavam só para o EncontrArte. E só grupos da baixada se apresentavam. A partir de 2006 começamos a abrir para grupos de outros lugares, mas a maioria ainda da baixada. E sempre tivemos alguns espetáculos convidados.

Acredito que conseguimos o objetivo inicial, pois depois do EncontrArte os grupos começaram a se apresentar mais no circuito SESC. Funcionou como se o festival fosse um selo de qualidade. Quanto ao público, todos os anos encontramos alguém que nunca foi ao teatro. Então estamos formando platéia.

 

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